A abrir a conferência, a Presidente da bp Portugal, Sílvia Barata, salientou que “a transição para uma economia neutra em carbono impõe-nos escolhas difíceis, levanta incertezas, mas também abre novas oportunidades. Oportunidade para inovar, para criar novos postos de trabalho e para atrair investimento para Portugal. E, acima de tudo, a oportunidade para continuarmos a apoiar o crescimento económico do país, enquanto reduzimos emissões e criamos valor para a sociedade”.
Por sua vez, o Secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, através de mensagem vídeo, reforçou que “a transição energética é uma jornada coletiva. Portugal está disponível para ser parceiro, ponte e catalisador. Temos conhecimento, temos vontade e temos uma estratégia clara. Portugal tem boas condições para não ser só um bom aluno, mas também um player ativo, exportando conhecimento e soluções”.
O momento seguinte foi assegurado por Richard de Caux, Head of End Use Energy Demand, da equipa de Economics & Energy Insights da bp, e um dos principais contribuidores do bp Energy Outlook, que apresentou as principais conclusões da edição deste ano do bp Energy Outlook, um exercício de projeção e uma ferramenta de referência internacional que analisa cenários energéticos até 2050, contribuindo para uma reflexão coletiva sobre o futuro da energia.
Já durante o primeiro painel, dedicado à segurança energética e fragmentação geopolítica, os oradores sublinharam que a Europa não estava - nem está - preparada para uma guerra como a da Ucrânia, tendo respondido de forma reativa a muitos dos desafios, em particular no que toca à segurança energética. Defenderam que uma maior interligação europeia será essencial para garantir segurança e estabilidade.
Ainda assim, destacaram que Portugal tem seguido uma trajetória correta na descarbonização, embora algumas soluções continuem subaproveitadas, nomeadamente a instalação de painéis solares em coberturas industriais e o investimento em combustíveis líquidos, com menor origem fóssil e maior origem renovável. Neste painel participarem Alexandre Fernandes, presidente da ENSE; António Comprido, secretário-geral da EPCOL; Raquel Vaz Pinto, investigadora e analista em política internacional; e Richard de Caux, da bp.
Já no segundo painel, também moderado por João Vieira Pereira, diretor do Expresso, e composto por Luís Marçal, Diretor de Infraestruturas e Sustentabilidade na Siemens Portugal; Nuno Rangel, CEO da Rangel Logistics e Richard de Caux, da bp, foram abordados os desafios e oportunidades da transição energética na ótica da eficiência e da inovação tecnológica, alertando que, apesar da forte procura por soluções verdes, os custos continuam a ser um fator determinante para a adoção em larga escala. A tecnologia surge como um
acelerador, mas também traz novos desafios.
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